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ADMINISTRAÇÃO

Uma vida cheia de emoções

O administrador de empresas não escala montanhas nem mergulha a centenas de metros de profundidade, mas tem uma vida profissional repleta de emoções. A velocidade das mudanças da Economia requer decisões rápidas, muitas vezes tomadas sob pressão. Um erro pode significar o fundo do poço para a empresa. Por isso, esse profissional está igualmente sujeito a altos níveis de estresse. "Espírito empreendedor, liderança e capacidade de avaliar para onde caminham os negócios fazem a diferença entre o sucesso e o fracasso na gestão de uma empresa", afirma Antônio Mendes de Almeida Jr., vice-coordenador do curso de graduação da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas.

O campo de atuação do administrador é amplo. Ele deve planejar, organizar e controlar as atividades de empresas públicas e privadas, além de traçar estratégias e métodos de trabalho nas mais variadas áreas -rural, hospitalar, agroindustrial, escolar, financeira e muitas outras. Seu papel éfundamental nas situações de crise, pois cabe a ele definir onde investir o dinheiro e como equilibrar a saúde financeira e produtiva da empresa.

Uma formação generalista, que prepara o profissional para atuar em todas as frentes, é meio caminho andado para obter boa colocação em um mercado altamente seletivo. Os empregadores sempre buscam os mais bem preparados - nos classificados de jornais, a preferência é por quem tenha Master in Business and Administration, ou MBA, que é o mestrado em Administração. São promissoras as áreas de Finanças, Turismo, Recursos Humanos e Administração Esportiva. Também se expande o chamado terceiro setor, formado pelas ONGs, organizações não governamentais. Nos Estados Unidos, de cada dez colocações quatro são oferecidas por esse segmento. No Brasil, a relação é de dez para um, mas tende a crescer.

Há muitos graduados, o que não significa excesso de profissionais no mercado. "Tem gente demais com capacidade de menos", brinca Almeida Jr. "Por isso, só os bem preparados conseguem emprego. As contratações são inferiores às necessidades do mercado". Na Fundação Getúlio Vargas, a Coordenação de Estudos e Colocação Profissional, que faz o acompanhamento dos alunos pós-formatura, vem constatando que 90% já saem da escola com emprego garantido, pois os estagiários acabam sendo efetivados. Os 10% restantes vão trabalhar em empresas familiares. Aos interessados em seguir carreira, convém saber que o novo conceito de analfabetismo, nesse setor, inclui desconhecer informática, especialmente a Internet, e não dominar uma língua estrangeira.

Segundo Susana Natália Guirado Ferreira, diretora do Sindicato dos Administradores de Empresa do Estado de São Paulo, o piso salarial ainda está em estudos no Tribunal Regional do Trabalho. "Na prática, os salários são objeto de livre negociação entre o profissional e a empresa. Para quem está ingressando na carreira, a variação é de R$ 300 a R$ 2 ml, dependendo do cargo e da área de atuação".

A qualidade do ensino de Administração, no Brasil, oscila entre o alto e o baixíssimo nível, mesmo em São Paulo, que tradicionalmente concentra as melhores faculdades em todas as áreas. Sem dúvida, destaca-se a Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, reconhecida internacionalmente. Há pouco tempo, entrou para o seleto clube das melhores do mundo, a ACSB (The International Association for Management Education), que congrega, além dela, apenas outras 12 instituições fora dos Estados Unidos.

Duração média do curso: quatro anos

Fonte: Aprendiz

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