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ASTRONOMIA
O Brasil na pesquisa de ponta
Para viajar até as estrelas, o astrônomo costumava passar as noites com o olho numa
luneta. Hoje, ele passa o dia todo com o olho na tela de um computador. A tecnologia
virou o maior aliado desse profissional. Está nos jornais: depois dos telescópios Keck e
Hubble – os mais potentes do mundo, que permitiram estudos inimagináveis até há
pouco tempo – chegou o Gemini. Instalado na Ilha de Mauna Kea, no Havaí, desde
março de 2000, o sofisticado equipamento computadorizado permitirá pesquisas em
áreas até então consideradas inacessíveis, como o núcleo da Via Láctea (onde acredita-
se que exista um buraco negro gigante).
Mas o melhor dessa história é que o Brasil é um dos sete países envolvidos na
construção desse telescópio inteligente. O que nos permitirá entrar de cabeça na
pesquisa de qualidade.
Nem é preciso dizer que a Astronomia é uma área dependente de investimentos
pesados e que os Estados Unidos são o país onde essa ciência mais avança. Porém,
mesmo com investimentos muito mais reduzidos e com poucos profissionais
graduados anualmente, temos especialistas de renome internacional. O astrônomo
Augusto Damineli, do Instituto Astronômico e Geofísico da USP, é um deles. Damineli
resolveu o enigma da estrela Eta Carina, que há 150 anos intrigava os especialistas.
Pelo brilho, ela parecia ter um tamanho maior do que a teoria afirmava. Por meio de
uma nova técnica desenvolvida por Damineli para observar astros, concluiu-se que a
Eta Carina não tem uma, mas duas estrelas.
O bacharelado em Astronomia é composto sobretudo por disciplinas ligadas à física, à
matemática e à computação. A grande maioria dos profissionais da área faz física e,
depois, pós-graduação em Astronomia. A oferta de emprego é pequena e as vagas
aparecem principalmente em observatórios e institutos de pesquisa (que exigem
doutorado). Os museus e planetários aumentaram um pouco os postos para esse
profissional.
Supervisionar satélites brasileiros é outra alternativa de trabalho, cujo maior
empregador é a Embratel. Nesse caso, o astrônomo se especializa em mecânica
celeste, que além de controlar a órbita de satélites artificiais estuda as forças
envolvidas no movimento de planetas, satélites, cometas e asteróides. Outra
especialização é a astrofísica – o profissional calcula distância, massa, densidade,
composição, tamanho, idade, origem e evolução dos astros. Ele pode também se
dedicar ao estudo da posição e do movimento dos astros (astrometria), ou ainda
pesquisar as características dos astros por meio da radiação por eles emitida
(radioastronomia). Para começar, os salários giram em torno de dez mínimos.
Duração média do curso: quatro anos
Fonte: Aprendiz
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