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EDUCAÇÃO FÍSICA
O culto ao corpo permanece
Carlos Ribeiro, de 5anos, faz natação três vezes por semana. Sua mãe o leva à escola e
aproveita para ter aulas de hidroginástica. Você conhece casos como esse? A cada dia
aumenta a conscientização de que combater o sedentarismo é importante tanto para
as crianças quanto para os adultos. O culto ao corpo, que explodiu nos anos 80 no
Brasil e no mundo, resistiu ao modismo e não só permanece como vem se expandindo.
É cada vez maior o número de pessoas que praticam exercícios com regularidade para
corrigir a postura, melhorar a capacidade cardiorrespiratória, aumentar a flexibilidade
e descarregar as tensões de um dia-a-dia estressante.
Como se vê, o mercado está em alta para o educador físico, profissional que detém o
conhecimento para se ter boa forma, sabe como planejar programas de exercícios e
definir o que é mais adequado para uma pessoa ou para um grupo. Ele é capaz de
orientar posturas corporais, calcular a intensidade e a freqüência de cada série de
exercícios, aprimorando o condicionamento físico e o desempenho, de atletas ou não.
A figura do personal trainner–instrutor físico particular–está se popularizando. Antes
restrita a artistas, empresários e pessoas de alto poder aquisitivo, o personal trainner
está se tornando acessível também à classe média, por causa da redução do preço da
hora-aula, resultante do aumento do número desses profissionais. A demanda cresce,
principalmente nos grandes centros. “O mercado hoje absorve tanto o profissional
com formação específica em aeróbica, dança, ginástica olímpica, quanto o
generalista”, ressalta o presidente do Conselho Regional de Educação Física dos
Estados de Minas Gerais, Paraná e Região Centro-Oeste, Cláudio Augusto Bosch. Esse
profissional pode atuar também em clubes, spas, academias. “O Hospital das Clínicas
da USP contrata educadores físicos”, exemplifica Bosch. Em geral, nesses locais o
profissional orienta grupos especiais como idosos, cardíacos, deficientes.
Outro segmento promissor é o de lazer e entretenimento. Hotéis, resorts e centros
recreativos sabem que pouco adianta a infra-estrutura – quadras, piscinas, sala de
musculação –sem um profissional apto a orientar as atividades. O turismo ecológico –
como montanhismo e exploração de cavernas – é um setor que também tem
contratado profissionais da área. E dar aulas em escolas de ensino médio e
fundamental – tradicional campo de atuação dos educadores físicos – é mais uma
alternativa.
A regulamentação da profissão de bacharel em Educação Física, em 1998, livra esses
profissionais de disputar vagas com curiosos que exerciam a profissão mesmo sem ter
formação adequada. O educador físico precisa de uma formação sólida sobre as
atividades biológicas e psicológicas do ser humano e de uma boa didática para ensinar
os exercícios de uma maneira criativa e estimulante. No curso de Educação Física, os
alunos estudam o funcionamento do corpo humano em aulas de anatomia, biologia,
fisiologia, bioquímica. As aulas práticas incluem condicionamento físico, recreação e
movimento.
O salário inicial da categoria está em torno de R$1,2 mil.
Duração média do curso: quatro anos
Fonte: Aprendiz
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