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ENFERMAGEM

Atendimento em domicílio

Na Inglaterra e em outros países europeus, a enfermeira obstétrica é responsável pelo nascimento dos bebês. O médico entra em sala apenas quando há alguma dificuldade no parto. No Brasil, pode acontecer a mesma coisa. Recentemente, o Ministério da Saúde autorizou os enfermeiros a realizar partos normais no Sistema Único de Saúde (SUS). O que gerou uma nova e promissora alternativa de trabalho para esses profissionais. Para se ter idéia, em São Paulo apenas 1% dos 22 mil enfermeiros tem essa habilitação.

Outra prática, consolidada na Europa e em outros países desenvolvidos que ganha cada vez mais adesões no Brasil, é o atendimento domiciliar de pacientes em fase de recuperação. Esse recurso diminui o risco de infecção hospitalar e acaba sendo mais barato do que o tratamento em hospital, além de contribuir, em muitos casos, para acelerar o restabelecimento do paciente.

De qualquer modo, a Enfermagem é uma profissão com amplo campo de atuação. Se o assunto for o gerenciamento de hospitais, o enfermeiro poderá auxiliar nas atividades de planejamento, execução e supervisão de serviços, além de coordenar equipes de enfermagem e auxiliares. Se se tratar de saúde pública, a função do enfermeiro será a de orientar a comunidade sobre hábitos de higiene, planejamento familiar, pré-natal, aplicação de vacinas. O Programa de Municipalização da Saúde do governo federal reforça essa área com a proposta de criação de 14 mil vagas de Enfermagem em todo o país, até o ano 2002 –a idéia é alocar um enfermeiro na equipe de agentes de saúde que dará atendimento direto às famílias. Esse seria o enfermeiro generalista. Ou seja, o profissional que tem atuação global.

Em contrapartida, observa-se também uma tendência à especialização: além da enfermagem obstétrica, há a pediátrica (tratamento de crianças e recém-nascidos), a psiquiátrica (auxílio a pacientes com distúrbios psicológicos), médico-cirúrgica (assistência ao médico e ao paciente antes, durante e depois da cirurgia), entre outras. A enfermagem que cuida de idosos, doentes ou não (geriátrica), tem se expandido devido ao crescimento da expectativa de vida dos brasileiros. O setor público concentra cerca de 70% das vagas em hospitais, secretarias e centros de saúde.

Uma profissão marcada pela presença feminina – 90% dos profissionais no Brasil são mulheres –, a Enfermagem enfrenta o desafio de disputar o mercado com pessoal pouco qualificado como auxiliares (formam-se em cursos de onze meses), técnicos (2º grau profissionalizante) e atendentes (formam-se na prática). “A lei que regulamenta a profissão diz que cabe ao enfermeiro todos os cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas”, explica Gilberto Linhares Teixeira, presidente do Conselho Federal de Enfermagem. Já houve épocas mais difíceis. Hoje os enfermeiros conquistaram muito espaço. “Exemplo disso é a sua participação na elaboração, execução e avaliação dos planos assistenciais de saúde”, diz Teixeira.

O curso oferece disciplinas básicas como anatomia, microbiologia e bioquímica no primeiro ano. Em muitas faculdades, já se começa a atender pacientes e a cuidar da enfermaria a partir do segundo ano. Aulas práticas incluem procedimentos de emergência, instrumentação, administração da enfermaria.

O salário inicial médio desse profissional gira em torno de R$ 1,2 mil.

Duração média do curso: quatro anos

Fonte: Aprendiz

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