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ENGENHARIA MECATRÔNICA
A ficção virou realidade
Quando o curso foi criado na USP, cinco anos atrás, ainda era difícil compreender o
trabalho do engenheiro mecatrônico sem pensar nos filmes de ficção. Hoje todo
mundo conhece os eletrodomésticos “inteligentes”, os sistemas automáticos de
segurança de residências e prédios, os robôs para serviços de grande precisão. E fica
fácil entender que esse profissional associa conhecimentos das áreas de mecânica,
eletrônica e informática. Atualmente, as linhas de produção competitivas contam com
ele para garantir a qualidade nos produtos em série, reduzindo os custos industriais.
Responsável pela integração entre os componentes mecânicos e eletrônicos dos
sistemas que controlam os equipamentos e compõem os processos industriais, o
engenheiro mecatrônico ganha mercado à medida que aumenta o uso de robôs nas
indústrias ou quando os elevadores automáticos se tornam obrigatórios nas
construções recentes. Como a automação industrial é crescente, emprego não é coisa
rara na área – especialmente para quem trabalha com instrumentação industrial e
eletrônica ou robótica. As indústrias automotivas estão entre os grandes
empregadores, tanto pela eletrônica usada nos carros, como pela robotização das
fábricas. “Costumamos dizer que o campo desse engenheiro é multidisciplinar”, diz
Celso Furukawa, coordenador do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de
Sistemas Mecânicos da Escola Politécnica da USP. “Ele pode tanto trabalhar em
empresas mecânicas tradicionais quanto naquelas ligadas somente a computação e
automação industrial”, explica.
As máquinas precisas criadas por esse profissional são usadas também na área
biomédica. É o engenheiro mecatrônico quem projeta equipamentos que auxiliam no
diagnóstico, na reabilitação ou em cirurgias de alto grau de precisão. Por isso,
empresas que produzem equipamentos para médicos, dentistas, cirurgiões empregam
cada vez mais esse profissional. O setor de agricultura e pecuária é outro campo de
trabalho, assim como a indústria, de maneira geral. Na informática, ele é capaz de
desenvolver software e linguagens de programação para os sistemas operacionais,
além de projetar sistemas digitais e controladores lógicos programáveis. “Existem
muitas oportunidades fora do Brasil. Hoje há um déficit mundial de profissionais dessa
área”, diz Furukawa.
Conhecidos também como engenharia de controle e automação, os cursos de
Mecatrônica espalhados pelo Brasil têm forte ênfase em matemática, física, cálculo e
informática nos dois primeiros anos. Depois disso, a parte profissionalizante inclui, por
exemplo, aulas de sistemas industriais, de controle de processos, informática industrial
e projeto mecânico. Completam essa formação matérias como gestão e segurança,
além do estágio obrigatório no último ano.
Os profissionais iniciantes ganham em
média R$ 2 mil.
Duração média do curso: cinco anos
Fonte: Aprendiz
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