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ODONTOLOGIA
Em sintonia com a saúde geral
Muito mais do que um especialista, o dentista é hoje um profissional atento à saúde
geral do paciente. Feridas na mucosa e mau hálito podem ser sinais de que outras
partes do organismo não vão bem. Além disso, doenças importantes como a aids
podem ser descobertas na cadeira de um dentista.
Essa profissão continua cobiçada por milhares de brasileiros – cerca de nove mil
profissionais são diplomados a cada ano. Mas o mercado já não é tão atraente. As
Regiões Sul e Sudeste estão saturadas, enquanto falta gente nos locais mais distantes.
Em Minas Gerais, por exemplo, há um profissional para cada 955 habitantes, enquanto
a Organização Mundial de Saúde recomenda a proporção de um para 1.500
habitantes. Em Rondônia, no entanto, cada dentista deve cuidar de 3.875 pessoas.
Montar o próprio consultório é uma opção que custa, pelo menos, R$ 30 mil, para
compra de equipamentos. Mas dinheiro não basta. É preciso ter, também, boa noção
do custo operacional de um consultório – formação que na maioria das vezes não se
obtém nas faculdades. O desafio é conquistar os primeiros clientes, mas conveniar-se a
planos odontológicos pode ser uma saída. Muitos analistas apontam para a queda nos
ganhos dos dentistas, pois pode se repetir o fenômeno – ocorrido na medicina – de
achatamento de honorários em função dos convênios, que ampliam a cobertura para a
população, mas pagam menos aos profissionais.
A opção mais comum ao recém-formado é ser funcionário de uma clínica dentária ou
ser estagiário em consultórios onde, muitas vezes, trabalha-se de graça para ganhar
experiência. “A tendência é o profissional se especializar”, diz o diretor do
Departamento de Implantodontia da Associação Brasileira de Odontologia, Newton
Miranda. “Como em outras profissões, na nossa também há estratificação. Há a elite
que sabe muito e ganha mais. Em um patamar inferior estão os que não conseguem se
especializar e, portanto, ganham pouco”, acrescenta Miranda.
Se atualizar os conhecimentos é importante em qualquer profissão, na Odontologia a
reciclagem se torna imprescindível por conta do progresso tecnológico. Tome como
exemplo a ortodontia, especialização que, por meio de aparelhos, corrige a mordida e
a posição dos dentes e maxilares. Durante um bom tempo, essa área reuniu a elite da
odontologia e, por causa dos altos custos, atendia poucos. Hoje o número de
profissionais especializados nessa área vem crescendo e o tratamento ficou mais
barato. Outra especialização que vem atraindo os dentistas é a estética oral. A
implantodontia (implantes de próteses parciais e dentadura nos maxilares) tem boas
perspectivas, além da odontopediatria (cura e prevenção de doenças bucais nas
crianças) eda periodontia (cuida das gengivas e dos ossos que sustentam os dentes).
Em geral, os cursos de especialização são caros. Mas acabam sendo o único caminho
para o dentista se atualizar e também para compensar deficiências, caso tenha
estudado em faculdades onde o ensino está dissociado da realidade. E atenção para os
cursos de mestrado a distância, cuja oferta vem crescendo no país. “Prefira sempre
aqueles que sejam reconhecidos pelo Ministério da Educação”, recomenda Miranda.
O
salário inicial gira em torno de quatro mínimos.
Duração média do curso: cinco anos
Fonte: Aprendiz
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